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"MOVER COM O RIO" COM MORENA NASCIMENTO

 Esta vivência de três dias conduzida por Morena Nascimento tem o intuito de proporcionar uma experiência com a dança através de práticas técnico-poéticas orientadas sob um olhar transdisciplinar para a Dança e em consonância com alguns aspectos do processo de criação de Mama Si Ya. Através de imagens e simbologias Morena convida as pessoas participantes a investigarem qualidades que dizem respeito ao encadeamento e a fluidez dos movimentos, gerando uma dança que parece querer imitar o fluxo de um rio. Improvisações guiadas e repetição de partituras coreográficas, serão o caminho para investigarmos certas relações do corpo com o espaço, com a música, com o tempo e com a tessitura de sentimentos produzidos na experiência, buscando por fluxos contínuos, de natureza líquida, ora na calmaria, ora na revolta. Além de gerar situações coreográficas em uníssono, Morena guia este processo também na busca por despertar um território de criação livre e autoral para os participantes, podendo provocar a construção de danças íntimas próprias.

"EMI WÁ" COM INAÊ MOREIRA 

 

Essa é uma oportunidade de aprofundar o trabalho que Inaê Moreira, artista, mulher negra, e mãe, vem desenvolvendo há alguns anos com o projeto Dança Intuitiva, e também através do seu trabalho artístico de maneira autônoma. O provérbio Iorubá "Emi kó ní kán. Emi ní Egbe" – “Eu não sou uma, eu sou uma comunidade”, traduz bem o que a levou a manifestar esse convite. “A possibilidade de partilharmos de forma aprofundada as danças
e os saberes que herdamos de nossas ancestrais africanas, e com isso, criar uma comunidade de estudo, movimento e celebração da nossa vitalidade, mesmo em tempos tão difíceis." Os saberes Iorubás e sua imensa contribuição cultural são a fonte desse trabalho. As Iabás nos revelam como abraçar as nossas potências para seguir adiante. 
Nesse espaço, através de quatro encontros, vamos nutrir a nossa criatividade através da
dança intuitiva.

“Nossas ancestrais sempre dançaram, sabiam que como tudo na natureza tem movimento, mover-se de maneira consciente era estar em pleno equilíbrio com o cosmos. Essas danças para a fertilidade ou para celebrar uma colheita estão registradas em desenhos nas paredes
de Merkuts do antigo Kemet, e também chegam até nós quando cultuamos nossa ancestralidade Yorubá – a dança dos Orixás. Acredito que nosso espírito guarda essa sabedoria. Sabemos dançar, intuitivamente. Nos convido a despertar essa potência, aqui e
agora, orbitando com as estrelas, renascendo a cada lua, como tudo que está vivo.”

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